|
GALO CEGO
Um galo cego canta
No terraço da noite.
E sua esforçada arte
Não se perde no esquecimento.
Igual a ti, confunde
O cheiro da madrugada
Com o triste respirar da magnólia.
E então, onde está a Poesia?
Um galo cego ilumina a noite
Com a limpa faca de seu canto.
El río hablador / O rio que fala, Antología de la Poesía Peruana (1950-2000), Edición bilingüe, Traducción al portugués de Everardo Noroes y Diego Raphael, Introducción de Andityas Soares de Moura, Ensol, 2007.
Envio Portal de poesia.
|